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Marcos Sonda fala sobre as Trilhas de Jeep: Adrenalina e diversão com segurança

Por.: Neimar R. Ritter

Nesta matéria, será falado sobre a – Trilha de Jeep – que no município de Crissiumal está ainda em seu princípio, mas a cada trilha vem conquistando mais adeptos, por ser um esporte divertido que proporciona adrenalina, exige habilidade e prática de pilotagem, mesmo assim, é considerado uma atividade muito segura.

O Jornal Colonial entrevistou um dos pioneiros das trilhas de jeep de Crissiumal, o empresário Marcos Sonda, que contou como conheceu o esporte, falou sobre os desafios das trilhas, preparação dos veículos, segurança e também sobre os grupos de jipeiros da região.

Disse que sempre foi esportista, jogou bocha, futebol, poker, participou de muitos rodeios sob o lombo de um cavalo e agora é o momento do jeep. Após uma cirurgia no coração, ficou restrito a alguns esportes, e encontrou o jeep como uma alternativa segura de continuar fazendo aquilo que gosta.

Como tudo começou

A idéia inicial era comprar um jeep somente para andar na chácara que possui no interior. Porém, enquanto pesquisava veículos à venda na internet, percebeu que quase todos estavam “preparados para trilha”, e estranhou isso, pois queria um Jeep Willys original. Finalmente, na cidade de Ijuí encontrou o que estava procurando, um Jeep com motor 6 cilindros original e com poucas modificações na estrutura.

Disse que nos primeiros 6 ou 7 meses, andou somente na chácara e em algumas estradas do interior. Foi quando recebeu o convite para participar de uma trilha de jeep em São José do Inhacorá, cidade sede de um dos maiores grupos de jipeiros da região – Knatsch Klub Off-road.

Mesmo sem muita experiência, Marcos convidou um amigo e foi para São José fazer a trilha, em meados de maio de 2015. Seu jeep ainda não tinha direção hidráulica e a suspensão era baixa. Disse que foi pego de surpresa por aquela trilha, pois os desafios eram muito difíceis até para os veteranos. Andou na lama, na água, subiu e desceu morros e lá pelas tantas, ao ajudar puxar outro jeep atolado, enroscou no galho de uma árvore e ficou sem freio. Felizmente, um mecânico que participava da brincadeira improvisou e recuperou o freio em pelo menos 3 rodas. Porém, por não ter direção hidráulica em seu jeep, Marcos acabou destroncando um dedo no volante na travessia de um rio com muitas pedras. Por esses motivos, não conseguiu completar a prova.

“Nessa primeira trilha acabei voltando para casa meio decepcionado, pois achei muito difícil dar conta da prova. Minhas opções eram: desistir das trilhas oficiais ou investir no jeep”, comentou. Mas a vontade de andar falou mais alto, Marcos levou o jeep para a oficina e o deixou preparado com uma suspensão mais alta e reforçada, direção hidráulica, mudanças no escapamento e distribuição elétrica, pneus especiais, reforçou a estrutura de proteção (gaiola), instalou bancos concha de estrutura tubular com cinto de 4 pontas, e demais itens que aumentaram a segurança e a performance do veículo nas trilhas.

A segunda trilha oficial

Participou da segunda trilha em meados de fevereiro de 2016, na cidade de Horizontina. “Nessa trilha eu levei junto minha esposa Mariela, a qual foi minha assistente durante a prova. Foi uma trilha decisiva para me apaixonar pelo esporte, pois andamos muito na lama, nos divertimos demais e meu jeep colaborou bem na superação dos obstáculos.

Marcos se tornou integrante do Knatsch Klub de São José de Inhacorá, e também começou a incentivar amigos para acompanhar as trilhas, sendo que atualmente já tem em Crissiumal pelo menos 6 pessoas que também compraram um veículo preparado. Disse que recebe também a visita de jipeiros de outras cidades, que vem para Crissiumal se divertir nos finais de semana, em trilhas localizadas em propriedades rurais de amigos.

Marcio, Marcos, Paulista e Guto

Sobre os veículos

Nas trilhas são encontrados diversos tipos de veículos como, Jeep Willys, Ford F75, S10, L200, Rural, carros adaptados (gaiolas), Troller, Cherokee, entre outros. Para superar os obstáculos, principalmente das trilhas oficiais que são as mais difíceis, é necessário que todos os carros tenham tração 4×4 e marchas reduzidas. Veículos mais pesados costumam ter mais dificuldades para superar desafios na lama, sendo que os mais eficientes em grande parte dos obstáculos são os jeep willys e F75.

Sobre a potência, Marcos comentou que tudo depende de um conjunto de detalhes para uma boa performance, onde o Motor + caixa + pneu + altura + força, são fundamentais. A maioria dos pilotos possuem motores potentes em seus veículos como, 6 cilindros, Ap 2.0, V6, V8, motores turbo, entre outros. Também é importante ter pneus especiais e rodas grandes, de 15 até 19. É necessários que todos tenham freio a disco. Nas trilhas oficiais é obrigatório que cada participante tenha em seu veículos cordas e cintas para puxar e desatolar, ganchos na frente e atrás, e também um “Zequinha”, que é a pessoa que anda na carona do jeep para dar apoio técnico.

Um dos empecilhos é que custa caro manter um veículo assim, pois, praticamente após cada trilha é preciso levar na oficina.

Sobre o esporte

“Estou tendo experiências muito positivas com esse esporte. Meus amigos também estão se interessando e eu acredito que em breve teremos mais jipeiros participando do grupo. É um laser, uma forma de desestressar, um contato mais direto com a natureza. Convido as pessoas que gostam de adrenalina que possuem algum veículo, jeep, caminhoneta, gaiola ou outro veículo adaptado, que venham fazer parte do nosso grupo”, finalizou Marcos.

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