Advogado: Uma profissão em benefício da sociedade

JC Profissões, Edição 26/08/2016.

     Nesta edição será apresentada uma profissão de grande importância e responsabilidade em meio à sociedade. Advogados são profissionais que usam as leis na defesa dos interesses do cliente, que pode ser um cidadão ou uma empresa, como seu representante contra os interesses de terceiros em qualquer instância, juízo ou tribunal. Podem atuar nos vários campos do direito: constitucional, administrativo, tributário, comercial, civil, trabalhista, eleitoral e penal.

     O Advogado Carlos Brackmann tem 43 anos e já atua na área há 15 anos. É graduado em Direito pela Unijuí. Também cursou Mestrado em Aspectos Bioéticos e Jurídicos da Saúde, em Buenos Aires-Argentina, na Universidad del Museo Social Argentino – UMSA, no período de 2010 a 2011. Carlos possui em Crissiumal um escritório de advocacia, porém, trabalha também com algumas causas judiciais de outros municípios. Embora seja capacitado para atuar em diversas áreas do direito, atualmente seus principais processos são cíveis e criminais.

     O desejo de trabalhar com advocacia despertou cedo na vida de Carlos, aos 13 anos de idade já havia traçado e planejado seu destino profissional, iria se tornar um advogado. Ele comentou que um dos fatores que contribuiu para escolher esta profissão foi um problema judicial familiar que seu pai enfrentou no passado. “Meu pai estava envolvido em um processo judicial entre o Banco do Brasil e um cidadão a quem meu pai havia assinado de avalista. Esse processo era tão complexo e demorado que eu decidi estudar direito para entender o que estava acontecendo, e ao ingressar na faculdade, me identifiquei com o curso. Essa vontade de compreender as leis, a justiça e os processos me tornaram um advogado. Mesmo em meio aos desafios que normalmente aparecem, eu amo minha profissão e atuo com muito gosto nas causas que assumo”, afirmou Carlos.

     Quando questionado sobre quais os processos mais comuns enfrentados em uma cidade pequena como Crissiumal, Carlos afirmou que problemas familiares aparecem com frequência como, por exemplo, cobrança de pensão. Já na área criminal, os casos mais comuns são de furtos, consumo e tráfico de drogas. Comentou que também ocorrem muita ação civil pública, que busca proteger os interesses da coletividade. Um dos diferenciais é que nela podem figurar como réus não apenas a administração pública, mas qualquer pessoa física ou jurídica que cause danos ao meio ambiente, aos consumidores em geral, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

     Carlos comentou que em 15 anos de profissão já vivenciou muitas experiência marcantes, porém, destacou que os casos mais desafiadores se dão quando envolvem o lado profissional com o lado pessoal/emocional, ou seja, defender pessoas que já estão presas e que são amigos, conhecidos. “As vezes a gente conhece a pessoa e fica triste ao vê-la nesta situação, principalmente nos processos criminais. Nesses casos, é necessário muito planejamento e conhecimento detalhado dos fatos, pois a defesa é técnica. Sendo um conhecido ou não, tenho que atuar tecnicamente com base na legislação e não posso deixar que a emoção influencie na hora do julgamento. E isso é desafiador!”, afirmou.

     Para se tornar um advogado é preciso muito estudo, muita leitura, e muita dedicação, pois não se trata apenas de conhecer as leis, mas sim, é preciso estar cientes e por dentro de todas as áreas. Por exemplo, se aparecer um processo que envolveu erros médicos, problemas de doenças, medicamentos errados e essas coisas, o advogado precisa também estar ciente dessa área da saúde, de modo que a sua defesa seja eficiente, pois, é muito difícil defender uma causa sobre um assunto que ele não domina ou não tem conhecimento.

     É preciso sempre agir com cautela, a personalidade do advogado pode influenciar numa audiência. Carlos explicou que alguns advogados tem uma personalidade mais pró-ativa, impõe suas palavras de modo mais intenso e num tom mais elevado, já outros costumam ser mais retraídos. Disse que o ideal seria conseguir equilibrar esses comportamentos, pois, tudo depende da situação. É primordial transmitir confiança perante o cliente e às autoridades.

Por: Neimar R. Ritter