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Investimentos do Daer em rodovias atingem R$ 333 milhões em 2016

Valor aplicado até final de novembro já é 43,5% maior do que o total de 2015

Texto: Júlio Cunha Neto

A menos de um mês da virada do ano, 2016 já pode ser considerado positivo para a infraestrutura rodoviária do Rio Grande do Sul. Responsável pela administração de mais de 10 mil quilômetros da malha estadual, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) registra, até o mês de novembro, um acréscimo de 43,5 por cento no volume de investimentos em rodovias em comparação a todo o ano passado.

De 1º de janeiro a 30 de novembro, a autarquia destinou R$ 333 milhões a melhorias nas rodovias estaduais – o que já representa o maior montante em comparação aos últimos três anos. O valor acumulado em 2015 chegou a R$ 232,6 milhões. Para o secretário estadual dos Transportes, Pedro Westphalen, o Daer tem conseguido intensificar a execução de inúmeros programas voltados à pavimentação e restauração de trechos rodoviários. “O departamento merece esse reconhecimento, pois tem seguido a orientação da secretaria e do governador Sartori de retomar obras paralisadas e que enfrentam entraves burocráticos e financeiros para o seu andamento”, afirma.

Programas Restauro e Crema já recuperaram 455 quilômetros de rodovias pavimentadas em diversas regiões do estado - Foto: Arquivo Daer

Programas Restauro e Crema já recuperaram 455 quilômetros de rodovias pavimentadas em diversas regiões do estado – Foto: Arquivo Daer

De acordo com o diretor-geral do Daer, Rogério Uberti, os programas mantidos pelo órgão já contemplaram 785,5 quilômetros de estradas nos últimos dois anos. As principais ações foram realizadas na recuperação de trechos pavimentados. Juntos, o Programa Restauro e o Contrato de Recuperação de Rodovias (Crema) das regiões da Serra e de Erechim renovaram completamente 455 quilômetros da malha viária. “Estamos trabalhando para deixar o Crema em total operação, chegando à marca de, aproximadamente, dois mil quilômetros de asfalto em excelentes condições de trafegabilidade dentro desses contratos”, projeta Uberti. “No último mês, demos início ao lote de Santa Maria – Cachoeira do Sul e, há poucos dias, o governador autorizou as obras para as regiões de Passo Fundo, Cruz Alta e Palmeira das Missões.”

Em 2015 e 2016, a instituição também construiu 125,5 quilômetros de estradas pavimentadas através do programa Acessos Municipais. Atualmente, 22 trechos que ligam municípios aos principais corredores rodoviários gaúchos estão em obras e devem ser concluídos até outubro de 2017. Outros 55 quilômetros de vias urbanas e estradas municipais foram asfaltados por meio de convênios com prefeituras. Hoje, o Daer possui parcerias com 14 municípios para atender 82 quilômetros.

Custos e economia

Em 2016, Daer investiu 60,5% do seu custo total na melhoria de estradas gaúchas - Foto: Arquivo Daer

Em 2016, Daer investiu 60,5% do seu custo total na melhoria de estradas gaúchas – Foto: Arquivo Daer

Apesar de aumentar o volume de investimentos nas estradas do Rio Grande do Sul, o Daer tem atuado com mínimo impacto nas finanças do governo. De acordo com dados do site Transparência RS – portal do Estado que disponibiliza os números das finanças públicas –, o custo do departamento aos cofres do Tesouro corresponde a apenas 1,8 por cento dos R$ 33 bilhões liquidados pelo Piratini entre janeiro e novembro de 2016.

Até o momento, os gastos totais do Daer este ano somam R$ 551 milhões. A maior fatia ficou com os investimentos: 60,5 por cento são utilizados em ações voltadas a obras na malha rodoviária. O diretor-geral Rogério Uberti salienta que a distância entre os valores aplicados em serviços à sociedade e o custeio da autarquia deve se acentuar ainda mais a partir de 2017. “Já nos próximos dias obteremos o relatório final da consultoria que está apontando as ações necessárias para reorganizarmos o Daer”, explica. “O que posso adiantar é que, com base em um inventário de nossos bens, vamos transferir muito patrimônio ao governo do Estado e reestruturar setores internos para que possamos dar uma resposta ágil à população com menos burocracia e mais economia.”