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COTRIMAIO: Contratos futuros para safra 2018 já estão disponíveis

A oferta de contratos futuros de trigo, milho e soja pela COTRIMAIO se configuram como uma ótima alternativa para os produtores da região. Segundo o Gerente Comercial da cooperativa, Sérgio Signori, com o planejamento por parte do produtor, foi possível garantir a cobertura dos custos fixos da propriedade através de contratos futuros, com valores por saca em média 30% superiores as cotações na época de safra, quando existe oferta abundante de grãos. No caso do milho, os valores chegam a incríveis 90% de diferença.

Através desta modalidade, o produtor tem assegurado recursos necessários para cobrir os investimentos em insumos e depois pode escalonar as vendas visando obter média de preços, garantindo assim rendimento financeiro na propriedade. Sérgio Signori reforça que todos os contratos de trigo e milho já foram pagos pela COTRIMAIO e no caso da soja os mesmos acontecem conforme as datas programadas com os produtores.

Ele diz ser determinação da cooperativa ofertar estas possibilidades, inclusive já estando disponíveis contratos para a safra de soja 2018, sendo que, para o trigo e o milho estará a disposição nos próximos dias, visando apoiar o produtor para que consiga investir nas tecnologias novas e insumos necessários para garantir mais rentabilidade na produção de grãos, com garantia de preço fixo. Reflexo disso tem sido visível no campo, onde o produtor consegue fazer uma média de preços, garantindo uma ótima remuneração para cobrir seus custos de produção, no momento onde o mercado exige muita cautela e com grande oscilação de preços, situações essas, presentes atualmente.

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Serraria Portátil: Uma opção inovadora para o corte de tábuas

A empresa crissiumalense fabrica esse tipo de serraria, e já conquistou clientes em vários estados brasileiros

Você já ouviu falar em uma serraria portátil móvel, que você pode transportar até em cima de uma Saveiro e que possibilita serrar toras de até 72 cm de diâmetro e vários metros de comprimento? Pois é! Essa máquina existe e é fabricada na cidade de Crissiumal. Para conhecer melhor o processo produtivo desta máquina e descobrir suas principais características, a equipe de reportagem do JC conversou com o Norberto Rode e seu irmão Marcos Rode, que fabricam e vendem esses tipos de máquinas já há vários anos, em sua própria empresa, a Máquinas Rode.

Norberto tem 57 anos de idade e tem 40 anos de experiência na fabricação de máquinas para trabalhar com madeira. Sua carreira profissional começou na empresa Ickert, onde produzia engenhos de cana, trilhadeiras, máquinas para madeira, entre outras. Marcos também já tem uma longa caminhada na produção de máquinas, porém, antes de começar com a serraria móvel, produzia aparelhos de ginástica e guinchos para alçar pessoas acamadas ou cadeirantes.

A máquina sai de fábrica com 6 metros de trilhos, mas o usuário pode aumentar a área de corte conforme necessidade.

A história da serraria móvel começou há 5 anos, quando um cliente os procurou trazendo essa novidade. Ele havia visto uma serraria móvel em funcionamento em um outro lugar e se encantou, por isso, pediu para que Marcos e Norberto construíssem uma para ele também. Antes de iniciar, eles estudaram a fundo a máquina que o cliente havia apresentado, analisaram o seu funcionamento e, com base nisso conseguiram adaptá-la para a realidade de trabalho da nossa região. A primeira serraria móvel construída pelos Rode levou várias semanas para ficar pronta, mas deu certo. “Já que era nossa primeira serraria móvel, aconselhei para que o cliente trouxesse ela de volta na oficina, caso apresentasse problemas. Mas a máquina surpreendeu, e o cliente não precisou mais trazer ela de volta, pois funcionou muito bem e teve uma ótima durabilidade”, contou Norberto.

Até então, a Máquinas Rode produzia apenas máquinas menores para madeira, como: plainadeiras, serras circulares, tornos, e demais. Já que a tal da serraria móvel se encaixava no perfil de produção da empresa, eles investiram na ideia e hoje é o carro-chefe de vendas, com clientes até no Mato Grosso.

O modelo original que aquele cliente havia trazido era importando, e eles tiveram que adaptar para a realidade da região. Com o passar do tempo, eles foram planejando e melhorando cada vez mais a serraria. O objetivo era conseguir produzir máquinas cada vez melhores, mais resistentes e eficientes, com custos mais acessíveis. “Os clientes estão cada vez mais exigentes, porque a oferta está muito grande no mercado. Hoje existem muitos modelos, e temos que ter um diferencial para conseguir vender. As peças precisam ser temperadas, retificadas, pois a serra fita é muito dura, dá muito atrito e, para segurar o fio precisa ter alta resistência” disse Norberto.

Atualmente, o tempo de produção de uma máquina assim gira em torno de 45 dias. É especial para pessoas interessadas em começar um negócio de serraria e ainda estão serrando em casa com a motosserra. Com a serraria móvel é possível serrar mais, em menos tempo, com maior precisão e com menor custo.


Características da Serraria Portátil/Móvel

-Motor: marca Toyama (tecnologia Honda), movido à gasolina, econômico, pouca vibração, 15 HP de potência, com partida elétrica (bateria);

-Possuiu uma alavanca com embreagem: permite parar a serra fita mesmo com o motor em funcionamento;

-Serra fita: de primeira linha, temperada com dentes endurecidos, refrigerada e lubrificada à água (há um reservatório de 20L);

-Cada fio suporta cortar no máximo 7m³, depois disso, a serra deve ser novamente afiada (em condições normais de trabalho);

-Possui 2 volantes com 47 cm de diâmetro;

-Cortes: possibilita cortar tábuas de 7mm até pranchas de 20 cm de espessura;

-Não é pesada e é fácil de operar;

-Os trilhos podem ser montados com peças de 2 metros. Ela sai de fábrica com 6 metros de trilho, ou seja, 3 peças de 2 metros, com um espaço útil de corte de 4 metros. O trilho pode ser ampliado de acordo com a necessidade do usuário.


Antes de mexer na máquina ou realizar qualquer ajuste, o motor deve ser desligado para evitar acidentes. Os usuários devem utilizar equipamentos de segurança (óculos, luvas, botinas, etc.). É uma máquina forte, mas mesmo assim, requer alguns cuidados do operador para aumentar a vida útil do equipamento.

Fácil de operar, precisão e agilidade de cortes

O preço de venda: R$ 16.000,00 (Serraria + Motor). Também é possível financiar por meio de uma parceria que a empresa possui com o banco. Além da venda dessa máquinas para madeira tradicionais, a empresa também aceita encomendas de máquinas exclusivas de acordo com a necessidade do cliente. Também produz peças e acessórios como, polias para lixadeira, eixo para plainas, eixo para tupia, entre outros. Realizam consertos e revisões em toda região.

Motor Toyama de 15HP – Tecnologia Honda

Demais informações poderão ser tratadas pelo telefone (55) 3524-1045.

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Secretaria da Agricultura de Crissiumal realiza entrega de alevinos e reabre novo pedido

Publicado em 22 de março de 2017

A partir desta quinta-feira (23) os agricultores já poderão efetuar seus pedidos

Na manhã de hoje, 22 de março, mais um pedido de alevinos foi entregue pela Secretaria da Agricultura, Pesca e Meio Ambiente de Crissiumal.

Quarenta e oito pedidos foram efetuados pelos agricultores, somando um total de 11.646 alevinos. Entre as espécies de Carpas foram 5.917 unidades; Jundiá, 2.856; Tilápia, 2.395; Pacú, 273; Surubim, 105 e Trairão 100.

A abertura do próximo pedido para alevinos, acontece nesta quinta-feira (23), na Secretaria da Agricultura, para os agricultores interessados em adquirir alevinos ou repor seus açudes. Todas AS espécies estão disponíveis e a previsão para entrega será para o dia 27 de abril.

Texto/Fotos: Andréia Queiroz – Jornalista MTB 18.171 – Assessora de Imprensa da Prefeitura de Crissiumal

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Cotrimaio reuniu dezenas de produtores no Dia de Campo em Sede Nova

Cultura da Soja foi o tema abordado e 26 cultivares foram apresentadas na área experimental

Na ensolarada tarde de terça-feira, dia 14 de março, a Cotrimaio realizou um Dia de Campo para falar sobre a Cultura da Soja. O evento aconteceu no município de Sede Nova, na propriedade do agricultor Valdir da Rosa, o qual cedeu 1,4ha para que a cooperativa pudesse organizar a área experimental com diversas cultivares de soja, podendo assim, apresentar na prática as tecnologias e suas performances no campo.

A abertura se deu por volta das 14 horas, momento em que o Supervisor da Cotrimaio de Sede Nova, Affonso Luis Seibt, deu as boas vindas a todos agricultores, falou sobre as empresas parceiras do evento, as cultivares que seriam apresentadas e também agradeceu o apoio recebido pelos associados ao longo dos últimos principalmente na entrega de produção. Agradeceu também ao associado Valdir da Rosa por ter oferecido um pedaço de sua lavoura para área experimental. “Esses dias de campo são uma maneira prática de trazer a tecnologia ao conhecimento dos agricultores”, disse Affonso.

Supervisor Affonso dando as boas vindas ao participantes

Vale lembrar que a instalação dessa área experimental foi feita pelos próprios colaboradores da filial, sendo que o Técnico em Agropecuária Cristiano Trasel foi o responsável. “Decidimos cultivar a nossa área experimental no Padrão Produtor, utilizando o mesmo tipo e a mesma quantidade de adubo em todas as variedades, assim como nos tratamentos com inseticidas, fungicidas e adubos foliares. Dessa forma os produtores poderão ver na prática o rendimento de cada cultivar”, comentou Cristiano.

As tecnologias apresentadas durante esse foram: DOW 5D634 INOX – DOW D5916 IPRO – FPS ATJS IPRO – FPS SOLAR – FPS JUPTER – NIDERA 5909 RR – NIDERA 6909 IPRO – NIDERA 5727 IPRO – TMG 7062 IPRO INOX – TMG 7063 IPRO – GMX GUAPO RR – GMX XIRU – BMX MAGNA – DON MARIO 6836 RR TORNADO – DON MARIO 6964 IPRO GARRA – DON MARIO IPRO VALENTE – DON MARIO IPRO VANGUARDA – SYN 1257 – SYN 5944 RR – ICS 1532 RR – ICS 1032 RR – GDM 151040 – NS 4823 RR. Cristiano comentou que em todas as parcelas foram utilizados 400kg de adubo Minorgan 2.10.10.

Cada uma dessas empresas disponibilizou um profissional para apresentar suas tecnologias. Falaram sobre aspectos fitossanitários, produtividade, densidade de plantio, incidência/controle de pragas e doenças, acamamento, período de plantio. O Agrônomo e Gerente Comercial da Cotrimaio, Charles Neuhaus, comentou que neste ano o clima tem colaborado bastante com a cultura da soja e não houveram sérios problemas com doenças. Assim como demais profissionais do agronegócio, Charles também se mostra otimista em relação à produtividade e volume de soja colhido neste ano. “Tudo indica que teremos uma boa safra. Inclusive, algumas de nossas filiais tiveram que interromper o recebimento de milho para conseguir se organizar e preparar a estrutura para a safra de soja. Já recebemos um bom volume recebido e ainda nem chegamos no auge da safra em nossa região”, comentou Charles.

Além das sementeiras, o evento contou também com a presença de outras empresas parceiras da cooperativa, como é o caso da Rudan Fertilizantes que falou sobre a tecnologia de aplicação, apresentando produtos que regulam o PH da água (fator essencial para otimizar o resultado de uma aplicação), reduzem espuma e garantem uma pulverização mais precisa. O representante da empresa de fertilizantes Minorgan falou sobre o uso de adubos organominerais biotecnológicos no aumento da produtividade, conservação e recuperação de solo.

Na manhã de quarta-feira (15), o Dia de Campo sobre Soja aconteceu em Independência, abrangendo outra área de atuação da cooperativa. Na tarde de hoje, acontecerá o tradicional Dia de Campo da Setrem, realizado em parceria com a Cotrimaio, Emater e Sicredi.

O Supervisor Regional da Cotrimaio, Valmor Borba de Oliveira, ressaltou que a cooperativa ainda está realizando contratos futuros de soja e também comercializa insumos em troca de grãos.

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Veterinário Fábio fala sobre os 10 anos de atuação da Agropecuária Sandri

Atuando há mais de 10 anos na região, está localizada no centro de Humaitá a Agrosandri, uma loja agropecuária administrada pelo Médico Veterinário Fábio Sandri e seu filho Matheus Sandri. O principal foco dessa empresa é comercializar produtos para a produção leiteira, e na última terça-feira, dia 14 de março, a reportagem do Jornal Colonial esteve por lá conversando com esses profissionais para conhecer a loja, os produtos e a forma de trabalho, para compartilhar com todos os agricultores da região suas características comerciais.

Fábio Sandri – Médico Veterinário e Especialista em Reprodução Bovina

Fábio comentou que a venda de produtos pecuários iniciou há muitos anos, antes mesmo de ter seu próprio negócio. No começo de sua carreira de Médico Veterinário fazia atendimentos clínicos e prestava assistência técnica por meio da Unitec, nesta época visitava as propriedades, acompanhava e aconselhava os produtores sobre as formas mais adequadas de manejo. Posteriormente, passou a realizar os testes de brucelose e tuberculose por intermédio da Secretaria da Agricultura da Prefeitura Municipal e também de laboratórios particulares. Paralelamente a esses trabalhos, Fábio começou a vender produtos específicos para nutrição animal e gostou de trabalhar com vendas. Por isso, utilizando toda sua experiência da lida de Veterinário e seu gosto pelas vendas, decidiu investir em sua própria loja de produtos agropecuários. Comentou que também foi uma medida tomada para agregar mais lucro para sua família.

Paralelamente ao seu trabalho na Agrosandri, Fábio também é servidor público municipal e realiza as inspeções de abate dos animais em Humaitá. Vale lembrar que ele é Especialista em Reprodução de Bovinos.

Por estar atuando já há mais de 10 anos na região, essa empresa já possui uma grande clientela no interior de Humaitá, Crissiumal, Nova Candelária e arredores. Um dos grandes diferenciais está na venda a domicílio com produtos à pronta entrega.  Essa agropecuária não trabalha com produtos da linha pesada como rações para bovinos, farelos, insumos agrícolas. Trabalha com uma linha mais específica de produtos com valor agregado para nutrição animal, como por exemplo, premix, produtos para prevenção de doenças, parasitários e sais minerais. Além disso, a loja conta também com uma linha de ferragens, medicamentos veterinários, rações e acessórios da linha pet, rações para aves e também vende pintinhos.

Fábio acredita que o trabalho que desempenhou ao longo deste anos como Médico Veterinário, gerou uma confiabilidade perante os produtores. Ele mesmo faz as vendas a campo e isso acaba sendo um diferencial, por que, no momento que visita uma propriedade, além de dispor a pronta entrega os produtos para nutrição animal, também pode sanar dúvidas de seus clientes em relação ao estado de saúde dos animais da propriedade.

“Temos em nosso portfólio sais minerais de alta e média tecnologia, cada um é vendido de acordo com as necessidades nutricionais dos animais de cada propriedade. Destaco também uma exclusividade de nossa loja, trata-se do MaxFly, um parasitário a base de alho, neem e  vitaminas que controla os parasitas internos e externos dos bovinos. Temos também suplementos vitamínicos da linha Organnact que contém Beta Glucana, um produto importado que faz uma grande diferença na imunidade e na sanidade animal”, explicou Fábio.

Enquanto ele faz as vendas externas, seu filho Matheus toma conta da loja em Humaitá, o qual também aprendeu desde cedo a conhecer os produtos auxiliando o pai nas vendas internas e no relacionamento com clientes. Toda parte de requisição de mercadorias, controle de estoque, fluxo de caixa, organização e limpeza da loja está a cargo do rapaz.

“Sempre desenvolvi um trabalho sério e responsável. Com isso conquistei muitos clientes que hoje, além de clientes, são meus amigos e tenho uma parceria forte com todos eles. Àqueles que ainda não conhecem nossa loja e os nossos produtos, convido para nos visitar e tomar um chimarrão”, finalizou Fábio.

Confira a galeria de Fotos:

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Cultivo de Tabaco: Um trabalho em família

A família de Claiton Wagner Helfenstein deixou da atividade leiteira para se dedicar mais ao cultivo do tabaco, e o JC esteve em sua propriedade para conferir de perto o processo de amarração

Chegou o momento de classificar e amarrar o fumo. Esse é um tipo de cultura que exige muito trabalho braçal e as técnicas utilizadas são muito antigas. Já existem máquinas para colher fumo, inclusive há uma tabacaria que fornece para algumas propriedades, máquinas capazes de colher 20 mil pés de fumo por dia, mas as mesmas ainda estão em fase de testes.

Na última terça-feira, dia 14 de fevereiro, a equipe do JC visitou a família Helfenstein, na localidade de Lajeado Bugre que há muitos anos produz tabaco e explicou um pouco sobre os principais processos desde o plantio até a expedição. Durante a visita, foi possível ver na prática como o fumo é classificado e amarrado.

Há pouco mais de um ano, Claiton parou com a atividade leiteira e passou a investir mais na produção de tabaco, soja, milho e trigo. Na última safra, havia plantado 43 mil pés de fumo, e se mostra satisfeito com a qualidade do produto desta última safra. Sua esposa Lisete Helfenstein comentou que, neste ano, o valor recebido no momento da venda depende exclusivamente da qualidade das folhas. De acordo com o orientador de cultivo do tabaco que atende esta família, para que o fumo seja considerado bom são analisados vários aspectos, um deles é a cor das folhas, quanto mais claro mais é valorizado. Para realizar a colheita deve-se estar atento ao ponto de maturação das folhas. Outro aspecto que se deve cuidar é para não amontoar demais o fumo na hora de pendurar as plantas no galpão, pois se estiver muito amontoado as folhas poderão mofar e ficar escuras.

Manocas: Feixes feitos com as folhas de tabaco

Caixa utilizada para montar os fardos

Claiton explicou que só é possível realizar uma colheita por ano, pois todo processo demora em torno de 10 meses. No mês de maio começam a preparar os canteiros para semear e produzir as mudas. No final de julho começa o plantio dessas mudas na lavoura. Dependendo do clima e desenvolvimento, em meados de outubro já é possível fazer a desponta. A partir da segunda quinzena de novembro até meados de dezembro é realizada a colheita onde os pés de fumo são pendurados em um galpão e permanecerão secando em torno de 30 a 35 dias até que estejam prontos para ser classificados, amarrados, enfardados e expedidos. Cada fardo pesa entre 45 e 60 kg.

O município de Crissiumal foi atingido por duas chuvas de granizo no mês de outubro do ano passado, e muitas lavouras de fumo foram afetadas. No caso dos Helfenstein, a primeira chuva acabou estragando um pouco o fumo e tiveram que até acionar o seguro. O estágio de desenvolvimento permitiu que mesmo após a ação das pedras, pudesse se regenerar e produzir. Na época da colheita percebeu que as lavouras atingidas tiveram um rendimento inferior, mas mesmo assim, ainda vão proporcionar uma margem de lucro.

Manocas prontas para serem enfardadas

As empresas que negociam tabaco com os agricultores são bem rígidas em relação as normas de segurança no trabalho. Menores de idade são expressamente proibidos de auxiliar no trabalho, mesmo sendo em casa junto com os pais. Todo ano, os pais devem apresentar os comprovantes de matrícula dos filhos menores de idade, sendo esta uma estratégia para garantir que os filhos destes fumicultores frequentem a escola.

O cultivo do tabaco exige muito trabalho braçal. Na maioria dos casos é um trabalho em família. Devido a grande quantidade de fumo plantado pela família Helfenstein é necessária uma ajudinha dos vizinhos, mas não são remunerados por isso, pois trabalham como troca de favores. Ambos se ajudam tanto no fumo quanto no milho, na silagem, entre outros.

Galpão de Fumo

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Encerra hoje a Área Polo da empresa Agro Tec Relan

Evento já está em sua segunda edição

Visando beneficiar seus clientes e produtores rurais, a empresa Agro Tec Relan de Crissiumal promoveu nesta semana a segunda edição da “Área Polo”, um encontro que reúne agrônomos, técnicos em agropecuária, empresários e demais profissionais ligados ao agronegócio para conversar e demonstrar seus produtos aos agricultores de toda região. O evento está acontecendo desde segunda-feira, dia 23 e encerra hoje às 20 horas.

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Local – Vista Alegre – Crissiumal/RS. ERS 207, nas proximidades do pórtico.

Este evento já aconteceu no ano passado, e nesta edição já trouxe novidades. Além da área demonstrativa de milho, soja e forragens, neste ano foram oferecidas palestras gratuitas aos presentes, em horários alternados e com assuntos diversificados.

O carro-chefe em vendas da Agro Tec é o milho, tanto para produção de grãos quanto para silagem. “Este evento é de suma importância para nossos agricultores, pois, não posso me preocupar apenas em vender sementes, fertilizantes e defensivos. Preciso me preocupar também com manejo e de que forma meus clientes podem produzir com maior qualidade e rentabilidade. E aqui na Área Polo, os agricultores tem a chance de conversar diretamente com profissionais especializados na cultura do milho, pastagens e fertilizantes e tirar todas suas dúvidas”, afirmou Jaime.

Entre empresas de milho, soja, fertilizantes, defensivos, tecnologia na produção de leite, máquinas e implementos agrícolas, irrigação, rações, minerais e concentrados, viveiros, e demais, em torno de trinta entidades marcam presença, expondo seus materiais e colocando profissionais especializados a disposição do público. O evento conta também com a participação do Sicredi e da Secretaria Municipal da Agricultura de Crissiumal.

Hoje, o atendimento da Área Polo se estende até às 20 horas, fato que permite que as pessoas que trabalham na cidade durante o horário comercial também possam visitar a exposição e conhecer as novidades e tecnologias da agricultura.

DSC01249No caso das sementeiras, cada empresa plantou suas variedades nas respectivas áreas de amostra. O desenvolvimento das culturas apresentadas foi excelente, e o clima também colaborou com isso. Dessa forma, os agricultores podem observar de perto e na prática, as características que compõem cada variedade, além de dispor do acompanhamento técnico dos representantes de cada empresa.

Muitos produtos estão em promoção, assim, aqueles que fecharem negócios na Área Polo poderão comprar seus insumos, sementes e demais materiais com muito mais economia.

A Área Polo foi uma ideia criada pela empresa Agro Tec, mas sua realização necessitou também do apoio de outras entidades. “Agradeço à minha equipe de colaboradores, que trabalhou muito nas últimas semanas para organizar e deixar tudo pronto para receber os visitantes. Agradeço também pela pareceria das empresas que se dispuseram a participar, expor seus produtos e deixar nosso evento ainda mais especial. Enfim, agradecer de modo especial a cada agricultor que reservou um pouco do seu tempo para visitar a área experimental”, finalizou Jaime.

Venha conhecer a Área Polo da Agro Tec Relan, confira as novidades, tecnologias e converse com os profissionais, tire suas dúvidas e faça bons negócios!

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Ano Novo inicia com uma colheita de milho produtiva

A colheita de milho já está completando três semanas em Crissiumal. Alguns produtores iniciaram os trabalhos logo após o Natal, e estão animados com a produtividade e qualidade do milho deste ano. De acordo com o Coordenador Operacional e Balanceiro da Cotrimaio, Ademir Dias de Oliveira (Fila), aquelas lavouras que foram afetadas pelas chuvas de granizo de outubro do ano passado, estão apresentado boa qualidade dos grãos, porém, com produtividade bem inferior às demais. Essa informação também foi confirmada pelo Técnico em Agropecuária da Emater, Jovino Bin.

Ademir Dias de Oliveira, Coordenador Operacional e Balanceiro da Cotrimaio

Ademir Dias de Oliveira, Coordenador Operacional e Balanceiro da Cotrimaio

Segundo Fila, alguns produtores estão colhendo 150 a 160 sacas por hectare, nas lavouras em que o clima colaborou e onde o granizo não causou danos. Pode-se dizer que o aumento da produtividade é uma tendência para os próximos anos, pois os híbridos são cada vez mais tecnológicos, os produtores estão investindo mais em adubação e realizando controles mais eficientes, e tudo isso auxilia na produção, mas é claro, tudo depende do clima, eis a grande realidade de um agricultor.

Aqueles que pretendem plantar milho ou soja safrinha estão adiantando a colheita, mesmo os grãos ainda não estando bem secos. “Tivemos alguns dias de chuva que acabaram atrasando um pouco a colheita em relação ao ano passado”, afirmou Bin.

Colher com umidade é uma estratégia que tem seus prós e contras. Fila comentou que o milho está sendo colhido com 22% de umidade, em média. Porém, alguns estão entregando o produto com 25 e até 26%. A vantagem é que conseguem limpar a lavoura antecipadamente para realizar o novo plantio, mas a desvantagem é relacionada aos descontos como os custos operacionais e as taxa de secagem, que variam conforme umidade dos grãos. “Quando um produto é entregue com muita umidade, é necessária muita lenha e horas de processo de secagem. Um milho que entra com 22% de umidade chega a ficar 6 horas direto no secador. Mas esse tempo também varia de acordo com a umidade relativa do ar, quando é seco esse tempo reduz para 4 horas”, explicou Fila. Para que o milho possa ser armazenado no silo ele precisa estar com umidade igual ou inferior a 14%.DSC07884

Área plantada em Crissiumal

Esses dados são gerados pelo IBGE em parceria com as cooperativas, empresas privadas do ramo agrícola, prefeitura, Emater, Sindicatos, técnicos agrícolas, agrônomos e demais profissionais e entidades ligadas à agricultura no município. Bin repassou algumas dessas informações ao JC: “Temos uma área plantada de aproximadamente 3500ha para milho grão e 4700ha para silagem. Existe uma expectativa de aumento no plantio de milho safrinha neste ano, com um acréscimo de aproximadamente 500ha, praticamente 50% a mais que no ano passado”.

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Técnico em agropecuária fala sobre a Cultura da Soja

Historicamente a safra de soja tem sido a maior aposta dos agricultores durante o ano agrícola, e no final do mês de dezembro normalmente toda soja safra já foi plantada, em algumas lavouras já germinou, em outras já se encontra no estágio de floração. Durante esta semana, o preço da saca de 60kg acabou baixando um pouco, no dia 21 esteve cotada em R$ 66,00, sendo que há poucos dias ainda estava na casa dos R$ 68,50, mesmo assim, entre trigo, milho e soja, ainda é considerado o grão mais rentável para economia agrícola.

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Técnico em Agropecuária – Andre Carlos Nascimento da Silva

Na última quarta-feira (21), o técnico em agropecuária da Cotrimaio, Andre Carlos Nascimento da Silva, falou um pouco sobre o cultivo da soja, as principais características da safra e safrinha e sobre alguns cuidados que os produtores devem ter no manejo dessas lavouras, períodos de plantios e também algumas dicas de aplicação de defensivos.

Andre comentou que a cada ano aumenta o número de produtores que plantam soja safrinha, e as duas estratégias mais comuns são colher o milho em final de dezembro e na mesma lavoura plantar soja, ou senão, adiantar o plantio da soja safra para logo após a colheita plantar novamente a safrinha na mesma área. Este ano teve produtores que já plantaram no mês de setembro, para conseguir replantar após a colheita.

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Diferença entre Soja Safra e Safrinha

É comum ouvirmos falar em “safra” e “safrinha”, para quem não tem muito vínculo com a lavoura, é importante explicar que existe uma considerável diferença entre as duas.

A soja safra normalmente é plantada entre os meses de novembro e dezembro. Atualmente sua produtividade gira em torno de 60 a 65 sacas por hectare, dependendo da cultivar e da situação climática.

Já a soja safrinha não é mais tão produtiva, e tem alcançado em média até 40 sc/ha. Andre explicou que isso se deve a vários fatores:

-Soja em cima de soja não costuma ser tão rentável (deve haver rotatividade de culturas);

-Por ser plantada mais tarde (janeiro e fevereiro), precisa de variedades mais precoces e, mesmo assim, o clima já não favorece tanto;

-Acaba pegando as doenças das cultivares da safra.

Controle de pragas e doenças da soja

Neste ano a ferrugem não tem se manifestado com tanta força até então, e Andre acredita que além da influência do clima, a consciência dos produtores também está mudando, os quais estão se prevenindo melhor dessas doenças, entrando na lavoura mais cedo com aplicações de fungicidas. Disse que a maioria das pessoas já está aplicando a primeira dose de fungicida na dessecação, por isso, a ferrugem não está mais tão agressiva no começo, e que isso tudo depende de como são aplicados os produtos.

Foi possível perceber também uma redução no ataque de pragas na cultura. Andre acredita que essa redução também faz jus a inserção de cultivares intacta, isso evita o ataque de lagartas no começo, possibilitando que a soja se desenvolve com maior vigor e mais resistência.

dsc00870Em relação às cultivares mais plantadas neste ano pode-se destacar as variedades inox (resistentes à ferrugem), as intacta (resistentes à lagarta) e também a Magna, que é uma variedade mais comum, mas que teve uma considerável venda, pois mesmo não sendo a mais produtiva, é uma variedade resistente e, independente de seca ou chuva, tem uma performance aceitável em produtividade.

Os produtores estão solicitando mais os serviços dos técnicos, querendo saber a hora mais adequada para aplicação de determinado defensivo, o tipo, a dosagem, etc., e isso é muito importante, pois percebe-se a preocupação dos mesmo em produzir com qualidade e maior rentabilidade, pois os técnicos e agrônomos constantemente estão buscando inovações tecnológicas e conhecimento teórico para auxiliar os agricultores, que nem sempre tem tempo para se dedicar às pesquisas e estudos.

A indicação técnica sugere que numa cultura de soja sejam aplicadas no mínimo duas ou três aplicações de fungicidas. A quantidade de aplicações vai depender da situação sanitária das plantas, e isso vale também para os inseticidas, ou seja, para evitar o desperdício de produtos, é sempre bom fazer uma contagem e análise para decidir se é ou não necessário aplicar o respectivo agrotóxico.

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Dia de Campo reuniu dezenas de produtores de leite em Lajeado Bugre

Na tarde de ontem (10-11), aconteceu na propriedade de Roque Sossmeier, na localidade de Lajeado Bugre, um Dia de Campo com enfoque em Gestão Estratégica para Produção de Leite com Baixo Custo. O evento iniciou por volta das 14h e reuniu muitos produtores da região, interessados em aperfeiçoar seus conhecimento e agregar valor em suas propriedades. Também estiveram presentes alunos das escolas Uruguai, La Salle e Riachuelo.

Eliane, Aline e Roque Sossmeier

Eliane, Aline e Roque Sossmeier

O Projeto Pró-leite Noroeste lançado ano passado vem proporcionando importantes eventos de novos conhecimentos sobre a atividade leiteira. Na ocasião foram debatidos os seguintes temas, divididos em 3 estações: Estação 01 – Pastagem perene: Como manejar? / Estação 2 – Criação de Terneiras em Fase: Como construir? / Estação 3 – Leite: Como produzir leite de qualidade?

As estações apresentadas no evento tiveram o cunho de mostrar o manejo das pastagens, voltado para uma rentabilidade maior e diminuição de custos. Foram mostrados os resultados da propriedade, crescimento, fluxo de caixa, custos de produção, influência de concentrados para o custo, importância do manejo correto das pastagens para aproveitar elas em maior qualidade e produtividade para a produção do leite. Na estação de criação de terneiras, os palestrantes explicaram a importância de separá-las das vacas, as fases de criação, cria-las com menor custo. Já sobre a qualidade do leite, a equipe de profissionais mostrou algumas ações práticas para resolver a qualidade, causas, efeitos e consequências de uma maior ou menor qualidade do leite.

A grande importância desse projeto para a atividade leiteira é mostrar aos produtores que tem um jeito de produzir o leite com menos custos. É muito difícil brigar pelo preço do leite, por isso, o produtor deve estar especialmente atento à seus custos de produção. O representante da Funcap e técnico em agropecuária Diórgenes Albring, comentou que, em meio às 250 propriedades participantes do projeto Pro Leite Noroeste, o produtor Roque Sossmeier é o que possui os menores custos de produção, e suas estratégias podem servir de modelo para as demais.

“O produtor de leite deve se profissionalizar melhor. Tem que ter estratégias dentro da propriedade para diminuir o custo de produção e aumentar a rentabilidade de sua atividade. Este dia de campo foi organizado para demonstrar aos demais produtores o que está sendo feito na prática, por meio deste projeto. O projeto Pro Leite Noroeste abrange 10 municípios da região de Crissiumal”, explicou Diórgenes.

Em Crissiumal, 11 propriedades são atendidas pelo projeto.O Pró-leite Noroeste é fruto de convênio da Fundação Banco do Brasil (FBB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação de Capacitação e Desenvolvimento (FUNCAP), em parceria com as prefeituras /secretarias da Agricultura, Emater, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, entidades educacionais, associações comerciais, cooperativas e entidades mantenedoras da Funcap, tendo originado do programa de Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS) do Banco do Brasil.

Confira abaixo, a galeria de fotos.